
do descanso e das férias! Finally Free!!
Agora vou ao Sumol Summer Fest divertir-me á grandee.
Espero que vocês todos tenham um óptimo Verão!







Há alturas em que estou sozinha, absorvida na minha almofada e nos meus lençóis.
A mente vagueia. Penso. Penso em tudo…na vida, no passado, no futuro,
“O que irei eu fazer com a minha vida?”
O quarto está silencioso, mas a minha mente permanece tão ruidosa e circundante, cheia de pensamentos, frases, memórias e sons.
É nestas alturas que penso em coisas que não me passariam pela cabeça.
O afogar dos pensamentos, no tumultuoso mar das dúvidas e das questões, a clandestinidade do silêncio, a melodia da ausência, num fechar de olhos vejo o esfumar de um agigantado novelo de hesitações.
“…era uma vez ninguém que já sabia que alguém queria ser.”
A vida é uma sala de espera.
Estamos estendidos no sofá das dúvidas a olhar para o vazio da televisão dos sentimentos; não falamos, não pensamos, não sentimos: esperamos, simplesmente.
E o som do silêncio acompanha-nos, os olhos reagem lentamente ás luzes que invadem a sala fria, estática. O cérebro nada alcança, apenas espera.
Os dois no sofá, sem nos tocarmos, distantes e isolados.
Esperamos que o programa acabe, esperamos que um de nós decida mudar de canal, esperamos que alguém diga algo, esperamos que aconteça alguma coisa…
Esperamos e esperamos e esperamos.
Passamos horas infindáveis á espera…
Nada acontece.
Ninguém reage, ninguém fala, ninguém olha, ninguém…nada.
É a expectativa, o medo, a apatia, a solidão, a esperança, o sonho…a espera!
Esperamos sempre alguma coisa, em vão ou não, acabamos sempre por esperar, não sabemos bem o quê nem porquê, mas aguardamos.
Esperamos o insólito, o impossível, o imprevisto…
Esperamos o habitual, o amanhã, o futuro…
Esperamos…


