
28 maio 2010
Já me sinto uma...FINALISTA!

22 maio 2010
Preciso de momentos destes.

Acordar e sentir o sol a ferver na minha testa, rebolar nos lençóis e pôr Nouvelle Vague a tocar no quarto, fechar os olhos e sorrir sem motivo ou razão, ficar horas a fio a olhar pela janela, ouvir os pássaros e sentir a brisa despentear-me o cabelo.
Passar horas e horas a cantarolar “This is not a love Song”, folhear os livros que estão na estante, apanhar flores do jardim e pô-las numa jarra, cheirar os morangos e deitar-me na relva.
Não dar pelo tempo passar, remexer nas gavetas e encontrar memórias, reler aquelas cartas, encontrar moedas e ganchos nos bolsos, vasculhar as fotos dos álbuns e sorrir de nostalgia.
Sentir saudades daquelas pessoas e dos momentos passados, escrevinhar coisas em papéis, desenhar corações e nuvens, olhar para o chão e ver papeis por todo o lado, sentir a mente vazia, deixar o som da música entrar…não esperar por nada e apenas aproveitar.
12 maio 2010
To do List - (um desabafo.)
2 - Descansar.
3 - Descansar.
e para finalizar...Descansar!
is it possible? NO WAY!
Sinto-me a sufocar com o passar do tempo. É o acumular das coisas para fazer, é o quarto desarrumado, roupas e livros por toda a parte, é o acordar mal disposta, sonoleta e sem vontade de sair da cama, é o ter mais um dia daqueles, é o esperar que chegue o fim do dia para descansar, é o não pregar olho para acabar alguma coisa, é o adormecer a pensar nas coisas que tenho para fazer no dia seguinte, é o zumbido do cansaço nos ouvidos...é a overdose do esgotamento!
03 maio 2010
A cidade é um chão de palavras.
a palavra criança a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
a palavra distância e a palavra medo.
A cidade é um saco um pulmão que respira
pela palavra água pela palavra brisa
A cidade é um poro um corpo que transpira
pela palavra sangue pela palavra ira.
A cidade tem praças de palavras abertas
como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
como jardins mandados arrancar.
A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há."
29 abril 2010
She's going CRAZY!!!!
A cabeça só anda á roda...á beira dum colapso desastroso,
já não tenho tempo para nada!!!!!!
So what? Preciso de me divertir!
And...saturday it's going to be a good night!
A Girl's Night with my buddies :D




18 abril 2010
10 abril 2010
instantes adornados 2*
07 abril 2010
instantes adornados 1*
Há alturas em que estou sozinha, absorvida na minha almofada e nos meus lençóis.
A mente vagueia. Penso. Penso em tudo…na vida, no passado, no futuro,
“O que irei eu fazer com a minha vida?”
O quarto está silencioso, mas a minha mente permanece tão ruidosa e circundante, cheia de pensamentos, frases, memórias e sons.
É nestas alturas que penso em coisas que não me passariam pela cabeça.
O afogar dos pensamentos, no tumultuoso mar das dúvidas e das questões, a clandestinidade do silêncio, a melodia da ausência, num fechar de olhos vejo o esfumar de um agigantado novelo de hesitações.
“…era uma vez ninguém que já sabia que alguém queria ser.”
28 março 2010
24 março 2010
18 março 2010
"Estar à Espera ou Procurar?"
13 março 2010
Os Expectantes.
A vida é uma sala de espera.
Estamos estendidos no sofá das dúvidas a olhar para o vazio da televisão dos sentimentos; não falamos, não pensamos, não sentimos: esperamos, simplesmente.
E o som do silêncio acompanha-nos, os olhos reagem lentamente ás luzes que invadem a sala fria, estática. O cérebro nada alcança, apenas espera.
Os dois no sofá, sem nos tocarmos, distantes e isolados.
Esperamos que o programa acabe, esperamos que um de nós decida mudar de canal, esperamos que alguém diga algo, esperamos que aconteça alguma coisa…
Esperamos e esperamos e esperamos.
Passamos horas infindáveis á espera…
Nada acontece.
Ninguém reage, ninguém fala, ninguém olha, ninguém…nada.
É a expectativa, o medo, a apatia, a solidão, a esperança, o sonho…a espera!
Esperamos sempre alguma coisa, em vão ou não, acabamos sempre por esperar, não sabemos bem o quê nem porquê, mas aguardamos.
Esperamos o insólito, o impossível, o imprevisto…
Esperamos o habitual, o amanhã, o futuro…
Esperamos…
25 fevereiro 2010
Mensagem da Semana XI
17 fevereiro 2010
Crónicas de um estranho coração.

(Parte I)
Ouço os teus pequenos delírios, aqueles com os quais sonhas a toda a hora.
Porque é que tens de ser assim?
Eu vivo dentro de ti e tenho que aturar todas essas deambulações, essas ferveduras e irrupções.
Será possível viver dentro de pessoa mais complicada que tu?
Estou sempre a ouvir ruídos abstractos, embates descontrolados…apertas-me com força e tentas conter toda essa ânsia de viver.
Metes cá dentro tudo e mais alguma coisa, isto não é uma dispensa onde se guardam todos os entulhos!
Depois sou eu que sofro devido a toda essa sórdida amabilidade!
Quando menos esperas, dão-te pancadinhas, espicaçam-te e usam-te assim de uma maneira desumana e cruel.
Eu…eu sujeito-me a isso. De tão frágil e pequeno que sou, eu é que tenho que ser um guerreiro e tentar não quebrar.
Sabes que não durará por muito tempo…se não me ajudares não terei força suficiente, afinal de contas, não sou nenhum herói ou algo sobrenatural…sou apenas um débil e ténue coração…
o TEU coração!
13 fevereiro 2010
Resistance.


"Love is our resistance
They'll keep us apart and they won't to stop breaking us down
Hold Me
Our lips must always be sealed"
07 fevereiro 2010
E por vezes...
"E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos."
David-Mourão Ferreira
…Por vezes é tudo isto e muito mais.
Por vezes...todos estes sentimentos acabam por nos invadir.
29 janeiro 2010
Corrói-me a alma.

As excessivas dores roem-me os sentidos. Há sempre um bocado de frio que me congela o coração. Voltei a ver aquela entediante escuridão…deixei de sentir o calor e a firmeza.
Aquelas imagens que desvendavam algo promissor quebram-se agora.
O espelho que anteriormente me mostrava perfeitas imagens racha-se por completo, divide-se em múltiplas inseguranças que conduzem a um medo excessivo.
Coisas demasiado corrompidas, vincadas na destrutível mágoa…em todo aquele estéril sofrimento…coisas que me abalam por dentro.
Os pensamentos vagueiam, solitários e moribundos, andam por esta alma fora…cheios de dúvidas e insatisfações por compreender.
Acendem-se os cigarros da dolência, sentem-se os aguçados vendavais do tumultuar da nervosa vontade de me erguer…as pernas balanceiam, a escuridão da madrugada aflita cega-me a visão, o guinchar das incertezas fere-me os ouvidos…perco-me assim dentro de mim mesma…sou um matreiro labirinto, sou um castigado numa prisão…sou um marinheiro perdido em alto-mar…
sou um animal enjaulado no seu próprio ser.
14 janeiro 2010
09 janeiro 2010
04 janeiro 2010
All my Wishes
Mais um ano…
Enquanto fixo o olhar no vazio, por momentos incapaz de controlar (de perceber) os pensamentos que me distraem e alienam, lembro abruptamente o que me declararam:
“…mais um maravilhoso ano passou!”
É tempo de continuar a ser quem era, pode não ser melhor ou pior, mas sou eu e sinto-me feliz assim.
Imóvel e silenciosa, invisível, enquanto não me tento questionar em relação a nada, é assim que enfrento o meu dia-a-dia, fulgurante ou lento, ruidoso ou sombrio, tento sempre sorrir.
Gosto de ser assim, sou eu e só eu, um pouco bicuda e deslocada, talvez demasiado soturna ou até mesmo desligada do mundo, enfim sou eu e os meus pesarosos pensamentos sussurrantes.
Olho em frente, refugiada na música que passa através dos fones e escondendo o rosto naquela blusa de gola alta que me protege do frio, envolvida pelo ruído matinal do trincar dos cereais, enquanto vou pensando – uma vez mais – em tudo o que passou, tudo o que alcancei e todos os falhanços, é impossível não sorrir e deixar de estar contente.
É bom sentirmo-nos bem connosco próprios, com a maneira de sermos, é bom gostarmos de pensar á nossa maneira, de olhar e ver o mundo de uma forma especial…
é conhecermo-nos e sentirmos que vamos lutar por nós e pelo que queremos.
E o tempo vai minguando, lentamente; tal como um cigarro que se vai esfumando, é bom aproveitar cada pedaço de tempo, cada momento e cada minutinho.
O vento passa por mim sem eu dar conta. O chá deve ter arrefecido: pensar nestas coisas deixa-me assim, demasiado lunática com todos os sonhos a volutear em todos as direcções.
Continuo a olhar em frente, é tudo o que consigo fazer, quero continuar a pensar assim por muito mais tempo, só assim consigo viver em paz e sossego, aceitando as coisas.



















