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30 maio 2011

instantes adornados 3*


Ficavas sentada olhando as estrelas.Olhava-te, olhava o que ia ficando nas pausas entre cada sorriso. Tu com uma chávena na mão e eu com um livro de poesia na outra. Pensava em nós. Por ti mudei a razão das coisas, mudei quem costumava ser e tornei-me alguém melhor.Sou alguém sereno e tranquilo, não quero mais saber de coisas inúteis e imprestáveis.Continuo a observar-te, pareces pedir algo às estrelas.Penso em como gosto de te ter aqui ao meu lado, mesmo que as palavras não sejam primordiais, eu contento-me com a tua subtil presença.Quando não escreves estás a ler, manténs essa rotina, como que obrigatória, achas que assim consegues descobrir mais sobre ti.Decerto te digo que, “me maravilhas com essa tua paixão avassaladora, estonteante e desordeira”, tu respondes sorrindo e invadindo o meu olhar.“Queria prender-te, tornar a perder-te, achar-te assim por acaso no meu dia livre a meio da semana.”….estas palavras soltam-se do meu livro e parecem estar vivas dentro de mim.

É disto que nós somos feitos…de momentos que nos unem em pedaços de silêncio, entre sorrisos e olhares, permanecemos assim…perdidos nestes sinais de ternura.

10 abril 2010

instantes adornados 2*


"Preciso que me continues a deixar este teu cheiro
nas minhas roupas, nas minhas mãos.
É como trazer um pedaço do teu amor comigo,
pra me fazer sorrir à noite e chorar de alegria."


*palavras que tocam o coração.

07 abril 2010

instantes adornados 1*

Há alturas em que estou sozinha, absorvida na minha almofada e nos meus lençóis.

A mente vagueia. Penso. Penso em tudo…na vida, no passado, no futuro,

“O que irei eu fazer com a minha vida?”

O quarto está silencioso, mas a minha mente permanece tão ruidosa e circundante, cheia de pensamentos, frases, memórias e sons.

É nestas alturas que penso em coisas que não me passariam pela cabeça.

O afogar dos pensamentos, no tumultuoso mar das dúvidas e das questões, a clandestinidade do silêncio, a melodia da ausência, num fechar de olhos vejo o esfumar de um agigantado novelo de hesitações.

“…era uma vez ninguém que já sabia que alguém queria ser.”