17 maio 2009

Este é Romeu, o tirano impiedoso.


«Encostei-me á parede, num acto de altivez.
Era mágoa nas janelas, a assombração estava no chão e o pavor, esse, estava em mim.
Roguei-te inúmeras pragas…lancei-te maldições e sorri no ímpeto da cólera.
Dá-me gosto ver-te prantear…afoga-te mais uma vez, este é o nosso circo, tu és o gladiador e eu a fera mortífera.
Cravo-te as mãos no coração e digo-te que “não”, desta vez eu não me deixo levar.
Imploras a vida com o teu olhar, choras por um pedaço de ar e fazes-te vingar.
Sentes o céu a quebrar?
Cais no chão…é o peso da dor, é o peso…é o peso cortante do desfecho.
Eram paredes cheias de agonia, o suor do sofrimento escorria por ali abaixo.
Tens a alma na lama, a vitória sempre foi dos bárbaros, dos mais fortes, daqueles que aguentam com muros em cima.
Sacrifica o teu corpo! Mostra que vales o que dizes, tortura as tuas capacidades.
Vá lá, quero ver-te mendigar como um pobre pedinte que não tem onde cair morto.
Entre panos vestidos de vermelho, são os toques da carne, os rasgos da pele, os bramidos de dor que me dão prazer.
Esfrego esses macios cabelos pelo chão e delicio-me com aquele odor.
Rasteja pelas paredes, que eu quero ver.
Esta é a minha raiva de ti.
Caceia-me a sede, tenho sede, quero beber dessas gotas que caiem dos teus olhos.
Sugo-te a alegria de um modo feroz.
Tentas fechar o teu corpo e fugir.
Esta minha secura de coração é nefasta.
Sabes que é só mais uma farsa para aliviar o sentimento fastidioso da tua ausência.
É a frustração do “não poder fazer nada”, do,”já nada pode ser feito”.
Sabes que é só um disfarce…sabes que estas artimanhas são emboscadas de impostor.
Esta minha sanguinolenta alma não corresponde ao meu medo egoísta.
Sinto-me cruel e seco, engano-me a mim próprio e riu-me da minha demência.
Continuas a destruir tudo o que há de bom em mim, este é o meu ódio de ti.
Porque no final…”o chão que pisas sou eu”. »

13 maio 2009

Mensagem da Semana IV


"A única maneira de teres sensações novas é construíres-te uma alma nova."

"Livro do Desassossego"
Bernardo Soares.

09 maio 2009

Clandestina metade do meu ser.


As despedidas sempre foram pequenos rasgões de sangue.
Já sabia que tinhas partido e que tinhas levado tudo contigo…levas-te a minha alma, o meu coração…a minha esperança.
Não tenho culpa…ando pelo quarto e vejo cacos e pedaços de mim…levaste-me contigo, deixaste-me inteiramente desmoronada.
Eu não moro mais em mim, trancaram-me as portas.
Eu ando pela sala…eu perco as horas, eu fecho a porta, eu abro a janela…eu já não sinto a minha presença, já não sei quem sou.
Levas-te uma parte de mim…já não estou inteira.
Sinto-me não existir.
Eu em pedaços…eu em fragmentos…eu em bocados…eu em restos…eu em ruínas.
Mas será que me quero encontrar de novo? O que ganharia eu com isso?...
Derramei-me no chão e ali fiquei.
Os soluços erram ensurdecedores e as lágrimas já tinham formado pequenas poças no chão.
Nem que feche os olhos e veja o teu vulto nos meus sonhos…isso não me chega, isso não me consola e nem sequer me apazigua.
Não quero a minha metade! Não preciso dela!
A tua luz já nada me diz.
Quem te disse a ti que eu queria um retorno?
Se poder esconder, esconderei…mas se não conseguir esquecer, omitirei.
Que luta constante…que luta.
Serei eu uma sobrevivente…?
Eu sinto-me desaguar por dentro, sinto-me partir, sinto-me esvoaçar.
Perdi-me…ando por ai á solta, ando pelo mundo, ando pelo infinito.
Percorro as margens cegas de um passado.
Não sei…não sei mais nada.
Cheguei a um ponto em que prefiro ficar inerte, desejo ficar na apática alienação da tristeza. Deixa-me no meu canto, fui eu que o escolhi, e lá ficarei.
É tarde demais, é.
Incendiaste-me o coração…estou toda eu em chamas, em loucas labaredas, flamejo pelos cantos, amargurada e ferida.
Sabes o que é sentir que me perdi num interminável labirinto de desalento?
Sabes o que é acordar e nem sentir o calor da seda dos lençóis?
É a apatia, a fraqueza, a frouxidão, a dor. É o fim.
Não fico mais nesta asfixia torturante.
Tu segues em frente, levas bocados e trapos do meu ser. Eu aparo as fendas e varro o passado contingente.
É um adeus, eu sei que é.

“Em busca do destino a pessoa descobre-se a si mesma.”

Eu quero-me encontrar, …eu vou-me encontrar, eu vou-me descobrir e em mim ficar.
Já ouço o tilintar da esperança, é o som promissor da expectativa feliz de um sorriso.
O ontem já foi, quero é o agora, quero é o amanhã.

06 maio 2009

O que nos rodeia.


Vivemos num individualismo muito cru.


"As pessoas são levadas a acreditar que a promoção do conforto físico e das aparências é o que mais conta. Existe uma desvalorização do conforto afectivo e moral. Existe a ideia errada de que podemos ser felizes sozinhos ou, pior ainda, contra os outros. "


isto é o que é a nossa sociedade.

José luís Peixoto

30 abril 2009

...O Poder da Música

Para ouvir com a cabeça aconchegada á almofada, de olhos fechados para melhor aproveitar, sentindo o poderoso rasto da música…ela vai dominar a vossa alma…vais-vos tocar, vai-vos fazer pensar, vai pôr-vos a flutuar…vai deixar-vos no deserto da inconsciência…nas brumas da imaginação…longe de tudo e de todos…só vocês e a música.
Sintam aquela paz interior, aquele bem-estar que é capaz de voz iluminar o coração, nem que seja por breves segundos…deixem-se levar.
Quem disse que as palavras valem mais que o som?
O som é como um relâmpago.
Fervilha-nos a alma.

Vejam…e oiçam.
Façam bom proveito. ^^
Desejo-vos um fim de semana em grande.



Sigur Rós - Sæglópur from sigur-ros.co.uk on Vimeo.

25 abril 2009

Tudo isto se resume a isto.


“Quando acordei senti o cheiro dela e lembrei-me do seu pestanejar ao anoitecer.”


[Eu não era egoísta.
Era apenas só mais um…sonhador]

Não eras igual a ninguém, eras mais, e isso incomodava-me de uma maneira imoderada.
Comecei a ficar com a cabeça cheia de ti…
Não sei bem porquê, de repente já eras um oceano e eu um simples peixinho perdido no teu mundo.
Eras desprendida, conseguis-te eclipsar-te num ápice e deixar-me assim, inconsolado.
Senti uma terrível tristeza…e um abandono.
Afinal quando é que me irias deixar abrir o teu coração e contar o que te inquietava.
Eu queria ajudar-te, amparar-te! Estive sempre ao teu lado…mas isso não mudaria nada, pois não?
Continuavas a fechar-te na tua concha, não me deixavas respirar do teu ar, querias que me fosse embora…querias ficar só…no teu, triste e apático mundo.
A tua vida estava-se a tornar miserável, e sabes que mais? A tua miséria queria apoderar-se da minha ilusória esperança…conseguiu? Infindavelmente.
Aconteceu tudo numa vertigem, quando dei por mim, já tinhas deixado um recado no meu coração…
Tinha medo de ficar demasiado perto de ti, queria entregar-me ao silêncio, fugir do perigo que o meu coração sentia.
Mas já era tarde.
Percorri inúmeros caminhos ao teu encontro…
Chamei pela tua alma…gritei por ela com sofreguidão.
Esse teu fascínio indeciso dava cabo de mim!
“Queria estar contigo e afastar-me para sempre”.
Esqueceste a pouco e pouco o meu amor.
Já nem sequer lhe davas valor.
Eu fiquei cansado, malogrado, desfeito…tornei-me o pior dos infelizes.
O vazio que deixas-te em mim com a tua ausência era mortal.
Não te pedi que deixasses de ser quem eras, apenas queria fazer parte disso.
Deixaste-me ao frio na solidão…desprotegido e só!
Era tudo tão claro, que já nem a escuridão existia.
Afinal de contas, eu não era nenhum herói, nem sequer um guerreiro.
Era um mero e destroçado …lutador, rendido e desfeito.


Porque eu sei o que sentias.
Sinto…muito.
O medo é mortífero.
Apodera-se do raciocino e dos sentimentos.
Hoje eu peço desculpa, hoje eu dou valor.
Mas hoje…hoje é tarde.

21 abril 2009

Estamos numa maré de ofertas...

Decidi prestigiar alguns blogs que tenho andado a acompanhar.
Agradeço-lhes imenso por partilharem connosco maravilhosas coisas e belíssimos trabalhos.
Fiz os meus próprios prémios e classifiquei-os á minha maneira e aqui estão eles.


Fantastic Blog!
Coisas da Minha Vida
http://algumas-coisas-da-minha-vida.blogspot.com/
I Can't Call For Help.
http://sararpereira.blogspot.com/
Three Hundred Excuses
http://300excuses.blogspot.com/
Amor-Combate
http://ochaoquepisas.blogspot.com/



Este Blog é um Mimo!
We'll be Playing and Having Fun
http://hayleysgoodbye.livejournal.com/
My Diary
http://pink_world.blogs.sapo.pt/
Holy Smokes
http://fnholysmokes.blogspot.com/
Red Heads & Green Minds
http://wehavegreenminds.blogspot.com/



I Love your Blog
Coloredleaves
http://thesmallcordn.blogspot.com/
Manhãs de Inverno
http://notbraveenough.blogspot.com/
O (Secreto) Ritual
http://sunshine-letter.blogspot.com/
Pensamentos Rascunhados
http://letrasetons.blogspot.com/


e por fim...
Este blog é INOVADOR!
Expressividade
http://expressive-zone.blogspot.com/
Falta-me o Papel
http://apetece-meblogar.blogspot.com/
00h00
http://zero-horas.blogspot.com/
D’um Detallhe
http://fairy-tale-torn.blogspot.com/


Felicito todos os blogs e peço-lhes que continuem com o belíssimo trabalho que têm andando a fazer.

Muitos Parabéns.

Silvana .B

17 abril 2009

Visita Relâmpago

Acordamos de manhã e somos surpreendidos por uma enorme vontade de querer vaguear.
Pegamos no carro, levamos um Guia, um mapa e seguimos caminho.
Nada mais importa…temos é vontade de seguir caminho e espairecer.

Foi exactamente isso que aconteceu!
A minha irmã acordou com vontade de ir conhecer um sítio novo, e depois sugeriu…”- E se fossemos a Évora?!”
Assim o fizemos, lá fomos nós caminho fora com imensa vontade de querer explorar.
Uma necessitada fuga da cidade para o campo…
Faz sempre bem sair um bocado das “masmorras” e ir passear, descobrir e conhecer novas terras.
É sempre bom ver algo novo e diferente.
Fizemos uma viagem não muito longa, acompanhada de uma paisagem lindíssima…muito verdejante e campestre.
Parámos em Beja e ainda comemos uns bons bolinhos.
Passado 2 horinhas e meia já tínhamos chegado ao nosso destino.
Bem, mal chegámos a Évora…apaixonei-me logo por aquilo!
Era uma cidade no campo, se é que me percebem.
Nada de extravagâncias e aberrações, coisas muito simples e ao mesmo tempo encantadoras, não se viam monstruosidades nem correrias.
Tudo á nossa volta era belo…não havia nada que pudesse estragar toda aquela beleza da Natureza e tudo estava no seu estado mais natural e genuíno.
Uma cidade extremamente calma…não haviam confusões, nem ruídos, nem nada dessas coisas. Tinha um ambiente muito acolhedor, muito suave e agradável…bem, adorei mesmo!
Fomos visitar alguns sítios emblemáticos da cidade…tais como a praça do Giraldo, o Convento dos Lóios, o Templo de Diana, o Jardim da cidade, a Catedral …e a cidade em si.
Évora…Évora…que cidade! Que fabulosa terra! (Fartei-me de tirar fotos! Se quiserem ver:http://hugsininho.deviantart.com/)
Aquela cidade tem tudo! Tanta grandeza histórica e cultural, coisas fascinantes que ainda hoje se mantêm vivas e acesas.
E assim passei o meu dia, e foi bem bom! Para não falar da Gastronomia! Maravilhosa comida…as famosas migas e o bom pão alentejano!
Vão a Évora…vale a pena! Vão decerto adorar, tal como eu.
Restaurantes, monumentos, cafezinhos, eventos culturais, aquele povo amável! …
E aqui fica uma sugestão minha altamente recomendada!

Évora
É a brancura
de tua veste
que me ilumina
o coração
És neve puraque o sol aquece
Moura encantada
dormes no seio da
solidão

12 abril 2009

Baladas da In-consciência


Percorri o corredor e deixei-me levar pelo ambiente alheio…
Via rapazes a entrarem pela porta das urgências, ouvia gritos de agonia, famílias desesperadas na sala de espera, velhinhas desorientadas nas enfermarias, cheirava-me a angústia, médicos com feições de mármore, crianças a pedirem um sorriso, homens em macas desfeitos, alvoroço e inquietação…ouvia mais uma vez um choro inerte e dolorido…
Nunca gostei de hospitais…vinha-me sempre á memória um calvário de esperanças, talvez já em cinzas.
Que lugar horripilante era aquele…tão hostil e atroz.
Sinceramente, eu não queria estar ali…
Acabei por ser arrastada pela minha pouca motivação e entrei no consultório do médico.
Do outro lado estaria um homem amável e generoso á minha espera, ele iria ajudar-me, iria apoiar-me e consolar-me.
“- Bom dia!” – o médico levantou-se da sua cadeira, estendeu-me a mão e sorriu-me com doçura.
Sentei-me na cadeira que me indicou e pousei os meus olhos nos seus, sem nada dizer.
Tinha um rosto invulgar, mas bastante afectuoso, até a sua bata branca me transmitia serenidade.
Conseguia notar uma certa preocupação no seu olhar, eu sabia muito bem o que esperar.
“ – Vejo que hoje está bem disposta.”
Acenei afirmativamente.
“ – Já fiz mais alguns exames…”
“ – Sim, eu já sei que tem andado a melhorar a passos largos.”
Voltou-me a sorrir, desta vez mais calorosamente.
Decidi retribuir o sorriso, forçosamente.
Apertei uma mão contra a outra, com muita, muita força até doer.
Não conseguia esconder todo o meu medo, era demasiado penoso…
“ – Tem que continuar a ser forte. Não pode deixar que esta doença se volte a apoderar de si.”
Olhou-me nos olhos e manteve-se sério.
Eu escondia a minha inquietação…olhava ao meu redor, aquele lugar era definitivamente estranho.
Janelas sem vida…desenhos asquerosos nas paredes pálidas…odores a sofrimento vindos do exterior…tudo aquilo metia medo e dava vontade de fugir.
Ele conseguia ler os meus pensamentos, estava atendo a cada gesto…ténue e sem remorsos, pressentia a minha dor, o meu medo…e sofria comigo.
“ – Eu tento, cada dia da minha vida, eu quero…muito. Eu sei que a minha doença é grave…”
Inspirei fundo e enfrentei a realidade.
Esconder, omitir, disfarçar, renunciar, mentir…já nada disso resultaria.
“ – Tem sido uma grande lutadora. Só tem que continuar a lutar com todas as suas forças. Sabe que se pode afastar deste abismo…ele não é eterno.”
Não saberia ao certo se isso seria verdade.
A dor era febril e manipulava-me agora o coração.O médico aconchegou as suas mãos, grandes e secas, ás minhas, pequenas e frágeis.
“ – Lute, seja forte…é por si. Não é por mais ninguém.”
“ – Eu não quero que esta doença se apodere de mim, me absorva e dê cabo de mim…eu não quero.”

A nostalgia abria-me agora as cicatrizes outrora já tapadas e cerradas com sacrifício.
Ele ouvia-me com extremo cuidado, embevecendo cada palavra minha.
Eu vi-o um pouco perdido e estonteado nesta luta…queria dar mais de si, queria dar tudo de si, mas ás vezes nem o “tudo” é suficiente.
“ – Seja forte, seja forte como sempre foi. Não desista!”

"o amor é uma doença quando nele julgamos ver a nossa cura..."
03:00 da manhã…acordei sem qualquer vestígio de um lençol…ou de uma almofada.
Nada disto é efémero… Tu és a minha Doença, sempre foste o meu cancro.
Não há comprimidos nem cirurgias que me salvem de ti…
Queres tomar conta do meu ser...e consumir-me o que me resta.
Mas isso eu não vou deixar...vou tomar um analgésico e amanhã já nem me lembro, amanhã já não haverá dor…nem doença sequer.

explosions in the sky - inside it all feels the same

06 abril 2009

Mensagem da Semana III


"Nada garante que no futuro teremos uma vida melhor e mais feliz do que a que vivemos hoje."
Dalai Lama



Por isso, há que aproveitar a vida...
Há que aproveitar o momento...
Vamos aproveitar a vida!
O dia de amanhã...o hoje!
Vamos dar-lhe sentido!
Vamos dar-lhe valor!
Vamos!

05 abril 2009

"Tudo o que temos cá Dentro."

«…apetece-me encontrar-te de novo no caminho.»

[Não houve caminho nenhum, Rita, tenho sonhos cruéis, fugi do corpo que me deste, se me ouvires chamar não venhas, com certeza não vou chamar-te, deixaste-me sozinho a chorar a dor de cada um de nós…]


Já alguma vez leram um livro e sentiram que ele passaria a fazer parte de vocês?
Que ele se tinha tornado algo especial...único...quase humano!
Foi exactamente isso que senti quando li este livro.
Já o li umas 20 vezes, e nunca me canso...
Um dos livros mais lindos que se pode encontrar por ai…
Foi um dos poucos livros que depois de ler senti realmente me conseguiu abstrair da realidade e entrar no mundo onde o sentir é o expoente máximo, onde eu conseguia criar uma ligação com as personagens e sofria com elas.
É verdade!Este livro teve o dom de conseguir fazer-me sentir algo...transformar as palavras em sentimentos, melodias, sons, gestos, conseguir transpor o abstracto e torna-lo realidade, tocar-me e brindar-me com a incrível experiência de sentir e fazer parte da história...ser tocada por algo que me fez estremecer de dor...de felicidade...de alegria…de mágoa…
Conseguir admitir que um livro consegue despertar coisas incríveis em nós, de nos deixar pasmados...incrédulos...rendidos…
Tocou-me com toda a emoção que alguma vez possamos imaginar…foi envolvente, empolgante, mágico, emocionante…explora o mais profundo que há em nós, o que lá encontramos, o que lá procuramos enterrar, o que somos, o que preferimos ser, o que pensávamos ser e não somos…mas sim o que temos cá dentro…"Tudo o que temos cá dentro".

Resumidamente, este livro conta-nos a história de dois jovens...uma relação…dois pontos de vista completamente opostos.
Nuno e Rita são aqui o alvo das atenções.
Nuno é um jovem como outro qualquer, sem nenhuma característica especial que o possa diferenciar dos outros, com alguma pressa de viver, de experimentar, de conhecer, antes que o momento passe.
Rita, é uma rapariga que se envolve muito na vida, que a agarra com toda a intensidade e que cedo se apaixonou de forma irremediavelmente marcante.
Os seus caminhos cruzam-se…
Nuno, questiona-se sobre os seus sentimentos, é um incompreendido que tem medo de compromissos e que quando a coisa começa "a ficar séria" tem tendência a fugir. Aparentemente, é o seu próprio alvo, o alvo das suas intermináveis dúvidas, mas não estará apenas a descobrir-se de forma igualmente irremediável?
Rita, segue em frente sem pensar nos “porquês”, quer deixar-se levar pelo seu coração e lutar por aquilo em que realmente acredita.
Uma vez caminhos cruzados…consensos formados.
Mas será que somos capazes de admitir que fomos “derrotados”, sem uma pitada de orgulho nas entrelinhas?
Quando pensamos demais e achamos que nós somos os donos de nós próprios, dos nossos sentimentos, dos nossos actos e nos esquecemos do coração…do dito cujo, destino, que nos acaba por pregar partidas perigosas e das outras pessoas, essas que nos dizem alguma coisa, e a quem devemos algo. Será que somos capaz de lutar? Ou vamos ficar apenas pela mentira?...

Bem...leiam, porque vale a pena :D
Tudo o Que temos cá Dentro – Daniel Sampaio

02 abril 2009

- Insonolência Propositada –


Silêncio aniquilante, Noites amordaçantes e Precipícios arruinados.


É meia-noite, enquanto as luzes lá fora continuam ligadas e a brilhar, eu mantenho-me acordada.
Revolvo-me por debaixo dos lençóis, e não consigo pregar olho.
O barulho ensurdecedor dos cães lá fora, o incomodativo ranger das portas, a exaltada luminosidade do quarto, o irritante pingar das torneiras, a barulhenta aparelhagem do vizinho, o tiquetaquear do relógio, a minha leprosa dor de costas…e tu…
Tu, que te mexes e te agitas contra mim.
Eu tento fechar os olhos, mas tudo á minha volta me perturba.
O dia-a-dia já é estafante o suficiente. Mortifica-me.
Chego ao fim do dia e quero é dormir, descansar em paz…mas nada me deixa, nada é pacífico e calmo.
Na clandestinidade da noite o meu corpo inflamado permanece activo.
Detêm-se vestígios dos 5 cafés que tomei ao longo do dia, pedaços de fumo, fragmentos dos calmantes e do cheiro da cidade.
O meu corpo ainda tem os restos da rua, do stress, do ruído…
O ranger da cama, de cada vez que te viras, o teu ressonar, o teu respirar, o calor do teu corpo…tudo isso me atordoa.
Vestígios indeléveis, rodopios constantes, odores gasificados, rotina assombrante, fragores estridentes…
As noites deveriam trazer-me a paz que necessito, o repouso, o conforto, mas nem isso o fazem.
São frias, agitadas, cruas, desconfortantes…
Será que o dia resolve o problema? Esse…esse é o originador da “rotina absurdamente incoerente”.
O mais triste é o facto de já nem a noite me agradar, tudo é tão incomodativo e desesperante que me deixa totalmente descontente.
Até tu me importunas a meio da noite!
Nesta noite algo insípida, como tantas outras, és tu o causador de todo o meu desassossego.
No meu quarto, estendida sobre a cama, perdida no desespero do noctambulismo, olho mais uma vez o tecto, certificando-me de não estar a ter visões ou estar a ouvir coisas.
Sim, és tu que eu ouço. Sim, és tu que eu vejo.
Podias indemnizar-me, sabes que tenho direito a um subsídio de paz!
Dá-me a minha tão necessitada paz…deixa-me!
Ouço o bater das janelas, ferozmente arremessadas pela força do vento.
Os olhos ardem-me, estão secos, tão secos que quase não consigo ver nada.
As mãos tremem-me incontrolavelmente.
O silêncio mantém-se soberano no quarto.
Ainda agora a noite começou, e vai ser longa…longa e agoniante.

Nota: Talvez seja assim que daqui a uns 10 anos vá passar as minhas belas noites.
Que ponto de vista super optimista, não? Enfim.

30 março 2009

As pessoas e os seus Gostos

Já alguma vez pensaram de onde vieram os vossos gostos e de como os adquiriram?
Ás vezes dou por mim a pensar como é que descobri e passei a gostar de certos músicos e géneros de música, mas nem eu própria o percebo.
Muitas das vezes somos influenciados pelos amigos, pela televisão, anúncios…ou pelos famíliares (?)
Bem, passo a explicar a parte dos “familiares”.
Quando eu era pequena, tinha prái os meus 3 ou 4 aninhos, os meus ídolos eram os meus irmãos, e ainda o são.
O estilo da minha irmã fascinava-me por completo, ela era aquela típica Universitaria.
Andava sempre com aquela ar descontraído, tinha montes de amigos, ia a montes de concertos e festivais, andava sempre a passear, adorava viajar e fazer esse tipo de coisas, e também adorava levar-me para todo o lado!
Eu agradecia e ia sempre com ela. Era uma animação! Então quando ela me levava para a Universidade e me apresentava aos seus amigos eu adorava pavonear-me.
Punha sempre um arzinho de criancinha adorável e toda a gente me achava um mimo!
Depois tinha a mania que já conhecia as pessoas! Vi-a as amigas da minha irmã na Rua e fazia uma festa!
“ – Olha a Tânia!”, “ – Olha a Patrícia!”…e então nas festas de aniversário? Era o centro das atenções.
Toda a gente me chamava e me pedia para fazer algo especificamente meu que adoravam ver…
”- Silvaninha, faz lá o beicinho!”; “ - Oh Silvaninha, dança lá para nós vermos”…pediam-me isto e mais aquilo, e depois como eu tinha o rei na barriga, cruzava os bracinhos com capricho e ficava amuada, mal eu sabia que até o meu amuo eles gostavam de ver! (Até tenho fotos que comprovam isso!)
Com o meu irmão era a mesma coisa.
Cada vez que ai algum amigo lá a casa, adoravam brincar comigo, pegar-me ao colo e coisas desses género.
Eu adooo-ra-va aquilo!!!
Até hoje quando os vejo eles me dizem: “ - Estás tão grande! Eu peguei em ti quando eras pequenina…”
Eu ficava super vermelha e desviava o olhar para o chão, era um embaraço de todo o tamanho.
Bem, é isto que é ser a irmãzinha mais novinha, e não me queixo!
Depois á medida que fui crescendo passei a querer “imitá-los”.
Adorava ir ao quarto deles e remexer tudo…CDS, roupa, posters, cadernos…tudinho!
A minha irmã andava sempre a balançar a cabeça e a cantarolar algo que gostava.
Muitas das vezes quando íamos passear e ela punha Alanis Morissette ou Skank Anansie, eu de tanto ouvir aquilo já sabia o refrão e púnhamo-nos a cantar em coro.
Comecei a gostar dos tipos de música que ela ouvia e fui ganhando os meus próprios gostos.
Acho que hoje em dia gosto do que gosto devido, em parte, á minha irmã :D
A minha irmã tem um gosto musical autêntico!
Ela tem uns horizontes músicas incríveis!
Cada vez que me ponho a remexer nos seus CDS encontro sempre cantores, bandas e músicas que nem fazia ideia que existissem!
Descobresse de tudo na estante dela.
Coisas genuínas e nada comerciais conjuntamente com coisas populares e conhecidas.
Desde Tom Waits, Björk, Caetano Veloso, Flaming Lips, Adriana Calcanhoto, Kings of Convenience, The Corrs, Bebel Gilberto, Enya, The Cranberries, The Verve, e muito mais que já nem me lembro.
Pego nos CDS, vejo as canções e ponho sempre a tocar.
Ela tem de tudo...desde bandas e cantores de diferentes países a coisas que todos nós já ouvimos... Scissor Sisters, Goldfrapp, White Stripes, Gorillaz, Jack Johnson, Jamiroquai, Radiohead, Oasis, Keane, ...
Meto um CD que não conheço e fico sempre deslumbrada...encontro sempre um som diferente, um som que me fascina e me transporta para outra dimensão!
Com ela, eu alarguei os meus gostos musicas e passei a dar mais valor á música.
Porque a música faz parte da nossa vida…dá-nos animação e cultiva-nos.


Recordações:


Eu e a minha Maninha



O meu Maninho e eu!

27 março 2009

Videos Daqueles & Músicas Daquelas

Estou Completamente Viciada nesta Múuuusica *-*
O BEEECK é o MÁIÓR!!!
Este video está demais pah *-------* Gawwwd

Beck - Youthless

22 março 2009

Mensagem da Semana II


Paz e Sossego, Harmonia e Compaixão!
Porque cada dia deve ser vivido assim...pois se assim não o for, nada feito! :D
Por mais que nos custe devemos olhar para cada dia como sendo uma aventura, um mistério, uma "nova" vida...um novo começo!
Se assim o fizermos vamos conseguir aproveitar o melhor que a vida nos tem para dar...afinal de contas estamos aqui neste mundo de passagem não é?...viemos só passar umas belas férias, e vamos aproveitá-las bem!

08 março 2009

Mensagem da Semana I



"Rather than Love, than Money, than Fame, give me Truth."

01 março 2009

Arruaceiros, Revolucionários ou apenas Revoltosos?



Imagina que vais passar umas férias a qualquer lado. Queres relaxar e não pensar em nada.
Deixas tudo arrumado e no devido lugar…estás completamente ciente de que a tua casa, o teu quarto e as tuas coisas estão em segurança…ou talvez não.
Chegas das tuas maravilhosas férias e és surpreendido, pela negativa, com a tua casa de pernas para o ar.
A aparelhagem no frigorífico, os sofás no jardim, as mesas no chão, as almofadas na sanita…tudo em pantanas!
“Assaltaram-me a casa!”, passa-te logo pela ideia de que aquilo tenha sido um assalto, mas no fim de verificares tudo, com o mínimo cuidado, dás-te conta de que não falta absolutamente nada. Estranho, não é?
“Mas então que raio vieram fazer á minha casa!”…desarrumaram-te tudo, mas não levaram nada…espera, está um envelope em cima da mesa da cozinha…e têm lá escrito “Leia”, em letras bem grandes e vermelhas.
Pegas na carta e lês: “ Os vossos dias de abundância estão contados! ASSINADO: Os Edukadores
É nesse momento que te apercebes da situação e nasce o medo e a insegurança.

Os Edukadores, 3 jovens idealistas, Jan, Peter e Jule, unidos pela sua juventude rebelde e vontade de mudar o mundo a qualquer custo.
E como é que eles pensam fazer isso?
Protestando de forma criativa e nada convencional. Contestam contra as injustiças sociais invadindo mansões para deixar um aviso aos milionários, mas tudo sem violência.
Têm os seus planos bem orquestrados, tudo planeado, e secretamente accionado.
“Ocupam” as suas casas, desarrumam-lhes tudo e deixam-lhes uma agradável mensagem de boas-vindas: “Os vossos dias de abundância estão contados!”
Todos eles sentem que o mundo é dominado e “escravizado” por aqueles que têm poder, dinheiro e fama, e acham que é devido a eles que a desgraça continua a aumentar.
Movidos pela sua fúria e vontade de querer “educar” esses opressores e corruptos, invadem-lhes as luxuosas casas e “assustam-nos”, para que saibam que nem a sua imensa fortuna os deixa seguros.
Morais um tanto ou quanto de loucos, não? Pois estes são os “Edukadores” de Berlim.
Considerados uns terroristas e desordeiros, mas inofensivos.
Estudam? Trabalham? Metem-se em confusões?
Não, fazem algo bem melhor…lutam pelos seus conceitos e pelas convicções.
"Cada coração é uma célula revolucionária", diz Jan com um olhar sonhar e ao mesmo tempo altivo.
Ele é quem “comanda” o trio.
Jan, o mais inconstante e inconformado do grupo, é ele que se faz ouvir e luta pelos seus direitos, arrastando consigo o seu melhor amigo Peter.
Jule, a única rapariga do grupo, sente que tudo isto é injusto, contudo apercebe-se de quem em tempos, muitos revolucionários e activistas já haviam lutado e tentado “inovar o mundo”, mas nada aconteceu…continua tudo igual, injusto e desonesto.
Já Jan defende que, apesar de muito pouco ter mudado, ficou a “mensagem”, palavras e “hinos de luta” que foram sendo transmitidos de geração em geração, e é por isso que eles estão ali, para dar continuidade a tantos outros.
Esta juventude anti-capitalista luta por aquilo que ainda acredita, tenta elevar ao mais alto que podem as suas ideias revolucionárias.
Cenários desfocados, discussões sobre o futuro, imagens corridas da cidade de Berlim, panoramas activistas, o lado moderno e urbano, paisagens pacificas do norte, momentos de tensão, suspense, problemas sociais, cenas melancólicas, drama psicológico, traços realistas, a angústia, o conflito de gerações, os dilemas, triângulos amorosos, desilusões, o companheirismo, questões filosóficas, a relação com o mundo exterior, desabamento de sonhos, surpresas desagradáveis…Tudo isso com um final surpreendente! Além da perfeita Banda sonora, constituída por: Depeche Mode, Placebo, Nada Surf, Jeff Buckley, Franz Ferdinand, entre outros, temos um elenco bastante interessante e uma intriga que gira em torno destes rebeldes contemporâneos.

Bem adorei o filme! O que mais me fascinou foi a história em si, as aspirações e sonhos, toda a utopia da juventude.
Sempre gostei do cinema Europeu, é sempre mais pertinente, fresco, alternativo, eficaz, simples.
É claro que não se equipara ao Américo, mas hoje em dia tem vindo a evoluir de tal forma, que começa a ser cada vez mais promissor.
Bem, mas quem sou eu para estar aqui a dar palpites cinematográficos?!
Vejam o filme e vão ver que vale a pena!

“O culpado não é o que arranja a arma, mas quem puxa o gatilho.”

25 fevereiro 2009

The Truth


"I have to protect her
Protect her? From what?... Love?
No...from Pain.
But Love is Pain."

19 fevereiro 2009

Apontamento


"A minha alma partiu-se como um vaso vazio.

Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
Não se zanguem com ela. São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?
Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.
Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.
Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali."

Álvaro de Campos

É impossível ficar indiferente a este poema e a tantos outros.
É por isso que Álvaro de Campos é o meu Heterónimo favorito de Fernando Pessoa, simplesmente fascinante *-*
Porque a nossa vida é tudo isto, baseia-se no tédio, no cansaço…na dúvida, na procura…mas afinal o que somos nós? Um “espalhamento de cacos” ?
Ou talvez um “vaso vazio”…?
Quiçá, nunca saberemos qual é o nosso “lugar” e muito menos o nosso “papel”…

04 fevereiro 2009

O passado é melindroso e perturba-me…


As palpitações não paravam de gemer, os gritos cravavam-se nos meus ouvidos, a escuridão apoderava-se do meu imaginário.
Percorro o som…o som de um passado relembrado.
Recordei aquela vez…o tal dia.
Nunca pensei voltar a encontrar-te, e sinceramente nunca quis.
Transmitias-me uma certa mágoa e sofrimento.
Foi numa tarde pouco solarenga, conseguia sentir a tua presença projectar-me para o horizonte.
Decidiste aparecer com aquela imensidão desgastante e febril que me trespassa.
Intensificaste as lacunas das minhas cicatrizes, os cortes profundos e desamparados, que um dia tu próprio fizeste questão de marcar.
Sabes, queria dizer-te que está tudo bem, que já não me agonias e que um dia até podíamos ir tomar um café ou coisa assim, mas os olhos ardem-me e falta-me o ar.
“ Há tanto tempo que não nos víamos…”
Enrolaste-te nas tuas próprias palavras e olhas-te para o vazio das folhas. Seria demais pedir que me olhasses nos olhos?
“ Nunca mais dizes-te nada…eu também não te quis chatear.”
Caiem-me assim estas palavras, desculpas de conveniência e auxílios de memória.
Apertei as mãos com força e inspirei com dificuldade.
“Sentis-te a minha falta?”
Não. Não queria responder a isso.
O meu olhar fugiu. Comecei a sentir o peso da angústia e da raiva.
Por mais que quisesse fingir e esconder, afectava-me, e mais do que eu própria podia imaginar.
“Já não importa, pois não.”
Lá estava eu a responder por mim e por ti.
Tentavas vaguear no vazio dos sentimentos e desviavas o olhar, deviavas as palavras e os gestos.
“Apenas gostaria de saber…”
Insistis-te.
“ Algumas.”
Algumas (?)
Algumas era pouco…todos os dias perdia um pouco da minha esperança, todos os dias deixava fugir um pedaço de vida…todos os dias me lembrava das tuas palavras…todos os dias…
Eu não te pedi que voltasses, mas também não te pedi que fosses.
Não gostava de te encontrar pelo meu caminho, sentia sempre que estava a recuar no passado, isso dava cabo de mim.
“Eu vou indo…vemo-nos por ai. Por favor, vai dando noticias.”
Assenti com a cabeça e fiquei ali a ver-te partir.
Que melancolia débil…ás vezes gostaria de me soltar de ti, corpo maldito!
Gostava de sair daqui, sair deste pensamento, sair desta alma, sair deste inferno!
Ás vezes gostava de não ter conhecido certas pessoas…ás vezes gostava que a vida fosse como um caderno. Se assim fosse, tu eras uma folha…e sabes que mais? Já te teria amarrotado, riscado, rasgado e jogado fora á muito tempo.